Quando o silêncio do outro desperta ansiedade: uma conversa sobre gatilhos e pensamentos disfuncionais
- V. Ziemniczak

- há 8 horas
- 2 min de leitura

Se você chegou até este texto, é possível que já tenha sentido aquele aperto no peito quando alguém demora para responder uma mensagem, quando uma conversa esfria de repente ou quando o outro fica em silêncio sem que você entenda o motivo.
Talvez você se pergunte:
“O que eu fiz de errado?”,
“Será que essa pessoa está chateada comigo?” ou até
“Ela vai me abandonar?”.
Se isso soa familiar, quero te convidar para uma conversa sobre o que acontece dentro de nós quando o silêncio do outro vira um gatilho de ansiedade.
Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), entendemos que não é exatamente a situação (o silêncio) que gera a ansiedade, mas sim a interpretação que fazemos dela. E essa interpretação é influenciada pelas nossas crenças centrais, que são ideias profundas e duradouras que uma pessoa desenvolve sobre si mesma, sobre os outros e sobre o mundo. Elas funcionam como uma espécie de “verdade interna”, muitas vezes construída a partir de experiencias importantes ao longo da vida.
O silêncio como gatilho: o que ele ativa em você?
Imagine a seguinte cena: você manda uma mensagem carinhosa para alguém importante e, horas depois, nada de resposta. Ou está conversando pessoalmente e a pessoa fica quieta, olhando para o horizonte, sem explicar o porquê. O silêncio, em si, é neutro, mas, para muitas pessoas, esse silêncio vazio é preenchido imediatamente por interpretações como se fossem fatos reais.
Agora vamos olhar de perto o que pode passar pela cabeça nesses momentos. Alguns pensamentos disfuncionais típicos:
“Ela está me ignorando de propósito. Deve estar com raiva.”
“Se ele não me respondeu, é porque não gosta mais de mim. Vou ficar sozinha.”
“O silêncio é por minha causa. Eu fiz algo errado".
“Se ela não me respondeu na hora, então não se importa comigo.”
“As pessoas devem me responder rapidamente, senão significa que não me valorizam.”
Esses pensamentos não são “loucos” nem “errados” no sentido moral. São tentativas da mente de dar sentido a uma situação ambígua. O problema é que eles costumam ser rígidos, automáticos e, muitas vezes, pouco realistas. E, quando acreditamos muito neles, agimos de forma que pode piorar a situação, como por exemplo, cobrando explicações, fazendo acusações ou nos retirando emocionalmente. Isso pode acabar gerando no outro exatamente aquilo que tememos: distanciamento.
Quer entender de onde vem essa sensibilidade ao silêncio?
Te convido a buscar respostas dentro de um espaço seguro, acolhedor e transformador. Juntos iremos entender a origem, mapear gatilhos, compreender como você se relaciona com as áreas da sua vida, quais os prejuízos e possibilidades de mudança.
Quer saber o que acontece dentro de você quando o outro fica em silêncio?
Você merece a liberdade e a psicoterapia é o ponto de partida!
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