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Por que minha mente não consegue desligar? Uma conversa sobre preocupação excessiva e pensamentos repetitivos

Foto do escritor: V. Ziemniczak
V. Ziemniczak
há 11 minutos
2 min de leitura
Por que minha mente não consegue desligar? Uma conversa sobre preocupação excessiva e pensamentos repetitivos

Você já se pegou deitado na cama, exausto, mas com a mente girando sem parar?


Os pensamentos se repetem, as preocupações aumentam, e a sensação é de que o cérebro não tem botão de desligar. Se isso é frequente na sua vida, quero te acolher aqui por alguns minutos.


Na Terapia Cognitivo-Comportamental integrada à Terapia de Esquemas, entendemos que a mente acelerada não é falta de força de vontade. É um sistema de alerta que ficou preso em modo “proteção”. Os pensamentos repetitivos, como por exemplo:

E se algo der errado?”,

Será que eu deveria ter agido diferente?” ou

Preciso resolver isso agora”,

Essas são tentativas de prever o futuro e controlar o incontrolável. O problema é que, ao tentar controlar tudo, a mente se esgota e a ansiedade só aumenta.


Esses padrões costumam estar ligados a crenças como:

O mundo é perigoso e algo ruim vai acontecer a qualquer momento”, ou

Eu preciso estar sempre atento, senão perco o controle”, ou ainda

"Se eu não me preocupar, ninguém mais vai”.

Esses tipos de crenças se formaram em algum momento da sua história como uma forma de lidar com situações difíceis, mas hoje se tornaram armadilhas que roubam seu descanso.



Produtividade X Preocupação


A preocupação excessiva dá uma falsa sensação de produtividade mental. A mente acredita que, se pensar bastante, vai encontrar uma solução ou evitar um perigo. Na prática, ela apenas repete os mesmos cenários, sem chegar a lugar nenhum. O corpo reage como se a ameaça fosse real: coração acelera, músculos tensionam, o sono não vem.


Se você se sente refém da sua própria mente, saiba que é possível aprender a interromper esse ciclo. Na terapia, trabalhamos juntos para identificar os pensamentos automáticos que alimentam a ansiedade, questionar seus pensamentos e, ao mesmo tempo, cuidar das crenças que mantêm essa hipervigilância ativa. Não se trata de “parar de pensar”, mas de construir uma relação mais saudável com seus pensamentos e com a parte de você que aprendeu a se proteger assim.


Se este texto fez sentido, talvez seja o momento de conversar com um psicólogo(a). Você não precisa seguir lutando sozinho contra uma mente que não desliga. Acolher essa ansiedade é o primeiro passo para transformá-la.



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